sábado, 9 de julho de 2011

Fritura em fogo brando: cai o sub-secretário de Juventude

Sabado, 09 de julho de 2011, 21h50m

Fritura em fogo brando: cai o sub-secretário de Juventude, que não conseguiu derrubar o chefe

Não é de hoje que a Secretaria de Juventude do Estado é uma fogueira de vaidades.Esta foi a visão que tivemos dos governos anteriores sempre foi assim. A diferença é que dependendo dos quadros de juventude no governo, o secretário tinha mais ou menos respaldo para agir e acomodar ou não seus desafetos. No atual, tão logo se acomodaram sob a batuta de Olyntho Neto, uns e outros começaram a tramar contra o chefe. Deu no que deu no Diário Oficial: caiu o sub.
 No encontro do Democratas, antes da cisão, Carlos Júnior, ao lado de Iratã Abreu No encontro do Democratas, antes da cisão,Carlos Júnior, ao lado de Iratã Abreu Reza a lenda que já corre nos bastidores do Araguaia que secretário executivo da Juventude – uma espécie de sub secretário - Carlos Júnior caiu de maduro, sem aviso que não a publicação de seu nome no Diário Oficial do Estado. Assim, sem explicação ou justificativa. No oficial, o chefe da pasta, Olyntho Neto disse mais cedo ao Site Roberta Tum que desconhece os motivos da saída do imediato e que não tinha problemas de relacionamento com ele.
Olyntho foi cortês. Se não tinha problemas com Carlos Júnior, o secretário executivo tinha com ele. A movimentação deste para derrubar o outro, seu chefe era notória nos bastidores. Até “denúncias” de suposto mau uso de diárias por parte do secretário com servidores da pasta conterrâneos seus de Araguaína foram plantadas, do tipo “se colar colou”, nas redações. Evidente que, sem provas, não colou. E não virou manchete.
Carlos Júnior, que era do Democratas até a cisão do grupo da senadora Kátia Abreu com a cúpula nacional do partido, também andou envolvido no leva e traz de conversas que provocou o estremecimento das relações entre a senadora e a deputada federal Professora Dorinha. Teria ele acompanhado Dorinha e Damaso numa reunião na nacional, e de lá voltado com uma versão pra lá de apimentada sobre o que Dorinha disse, o que Dorinha falou e que ao final terminou azedando as relações de Kátia com a deputada federal que ajudou a eleger.
Quem está com a razão ou não no jogo de forças e interesses dentro da Sejuves, não é possível saber em toda sua extensão. O fato é que o secretário executivo que cai, vinha de há muito envolvido em tramas e paixões. Prevaleceu o pedigree de Olyntho Neto, cuja famíla se envolveu de corpo inteiro na campanha do governador, e que virou secretário em tenra idade, depois de passar por aquele episódio constrangedor de ser detido pela PF junto com Xeiroso, panfletando atrás de uma passeata de Carlos Gaguim, então candidato.
A saída de Carlos Júnior pode dar um refresco para Olyntho trabalhar tranqüilo dentro de casa. Mas o que vai tornar a Sejuves ativa e proativa são os recursos dos programas e convênios dos quais ninguém mais ouve falar. O resto é poeira das cinzas da fogueira que queimou mais um, num conhecido jogo de forças e de vaidades.

http://robertatum.com.br/noticia/

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Roma: Mostra Arquivo Secreto do Vaticano

Roma: Mostra sobre Arquivo Secreto do Vaticano apresenta ficheiros inéditos da II Guerra Mundial

Processo de Galileu também está incluído em exposição multimédia

Cidade do Vaticano, 08 jul 2011  (Ecclesia) 
O Vaticano apresentou hoje, em conferência de imprensa, a mostra multimédia «'Lux in Arcana’ – O Arquivo Secreto do Vaticano revela-se», na qual são apresentados ficheiros inéditos da II Guerra Mundial.
D. Sergio Pagano, prefeito do Arquivo, revelou que a exposição, a abrir ao público a partir de fevereiro de 2012, inclui documento do chamado “período fechado”, altura em que não estão à disposição de nenhum investigador.
Este responsável explicou, no entanto, que os documentos do pontificado de Pio XII não serão “revelações”, mas uma “memória”, sobretudo fotográfica, das vítimas da guerra (1939-1945) e, possivelmente, uma visão dos campos de concentração do regime nazista.
No Capitólio, edifício que alberga as autoridades municipais de Roma, vai estar também exposto o códice do processo (1616-1633) do físico italiano Galileu Galilei.
Entre as 100 obras escolhidas encontram-se ainda a carta ao parlamento inglês, de Clemente VII, sobre o casamento do rei Henrique VIII (1530) e o ‘Dictatus papae’ de Gregorio VII (1073-1085), que estabelecia a primazia do poder do Papa sobre o poder político, um dos documentos mais antigos da mostra.
O cardeal Raffaele Farina, bibliotecário do Vaticano, sublinhou que “documento pontifícios muito antigos e valiosos, bem como importantes documentos da vida da Igreja no mundo sairão pela primeira vez” do pequeno Estado.
O arquivo tem um site próprio,  no qual é possível encontrar parte do espólio com mais de mil anos.
Ao longo de 85 quilómetros de estantes, distribuem-se mais de 630 fundos de arquivos diferentes.
O arquivo, nos moldes em que existe, nasceu por iniciativa de Paulo V, por volta de 1610, se bem que a sua história recue nos séculos, dado ter nascido, desde cedo, a tradição de os Papas guardarem a documentação que se referia ao exercício da sua própria atividade.
O documento mais antigo conservado no Vaticano é o famoso 'Liber Diurnus Romanorum Pontificum', livro de fórmulas da chancelaria pontifícia do século VIII.
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